Como se nada mais bastasse, você estava lá. Aquele baque à primeira vista, como amor, também à primeira vista, baques inesperados. Tal destino louco. Aproximação, contato, palavras jogadas fora, tão à toa, tanta expectativa da minha parte, da tua parte. Tantas surpresas pra mim mesma, com o meu eu interior tão seguro de si mesmo, fortemente abalado por um cara que era pra ser só “mais um cara”, e não foi. Pareceu tão fácil fazer de conta que o teu cheiro não parecia ácido entrando pelas minhas narinas, um vício tão doce e... Tão teu. Pareceu tão fácil fazer de conta que teu toque não era tão macio quanto eu já estava acostumada. Pareceu tão fácil trocar uma, duas ou dez palavras e sorrir como se eu não estivesse chorando, internamente. E pareceu TÃO fácil achar que essa história não daria em nada, digo, que não ira tão além, que não seria tão inesperado, que todas as minhas palavras passadas não fariam mais nenhum sentido, que eu não te adorava e que você não me balançava por dentro, pareceu tão fácil não ser eu, ali. Parecia tão fácil, conjugando o verbo no passado. E mudou.
Era tão fácil, até eu não ter que fingir pra mais ninguém ter a força que eu não tenho.
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