São lágrimas no fundo de um quarto escuro. Sem coberta. E gaitas. Passam pela cabeça todos os abraços. Também os amargos. Os beijos, as noites. Mas a palavra foi lançada, ou mesmo a ausência forçada dela. O silêncio dói mais que a traição, em mim. Enfim. E fim. Passam os sonhos pela cabeça. Somem como fumaça sob chuva rala, ao passo das minhas pálpebras pesadas de sono e cansaço acumulado. Passa, tudo. Todas as pessoas que insistem em me habitar. Passa tudo. Passa a dor dos joelhos, das costas. Adormece. Passa. Fica nada. Fico ao descontrole. Pode ser intenso e desaparecer no próximo segundo. Eu tenho esse poder. Parece doloroso, enfim. Lembro que tive alguns futuros promissores. E que ainda existe uma vida por um fio entre os meus ouvidos. Depois de tudo, nada e ninguém, estou eu, sem artilharia.
Envelheço.
O fim é como o começo. Não fede nem cheira.
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