domingo, 16 de maio de 2010

Da desordem.

Não tenho tido muito tempo para colocar em ordem as coisas todas que me ocupam peito adentro. Aliás, não é verdade, tenho tido tempo sim. Mas é uma desordem tão organizada que, praticamente, quase não se percebe. Qualquer armário, por maior que seja a desordem, se de portas fechadas estiver, o pressuposto é de que há ordem. Mas é preciso abrir as portas. Abrir as portas e as gavetas. É preciso reorganizar. Reaproveitar. Se desfazer de velhas roupas. E aí ok. Mas o difícil, meu amigo, é manter a ordem. Difícil não, quase impossível. É sempre mais fácil estar à margem das coisas, imparcialmente ligado a algo. Agora sentar, arregassar as mangas e botar a vida em ordem, camarada, é o que pega.

Nenhum comentário:

Postar um comentário