domingo, 16 de maio de 2010
Assim, bem clichê.
Acabo de chegar de mais uma noitada de trabalho, ah e já vou dizendo que não sou prostituta, meu trabalho é outro. Trabalhei hoje cerca de 10 horas e recebi R$ 70,00. É assim quase todo fim de semana e nem reclamo, poderia ser pior. Ok, isso não vem ao caso.
Mais de mil dias se passaram desde que te olhei pela primeira vez e ainda consigo, sem pensar, soltar uma risada boba lembrando de como isso aconteceu... Éramos crianças. Sim, mas crianças do nosso mundo, do mundo que havíamos criado antes mesmo de nos conhecer, eu acredito. Acredito, porque sentimos a mesma coisa, ao mesmo tempo. O Sol já se pôs e já nasceu mais de mil vezes e sinto que aqui dentro as coisas continuam em ordem, do jeito que arrumamos. Não era tão inimaginável assim que as coisas tomariam esse rumo, quando duas pessoas se amam é de se esperar que seja assim. Mas de qualquer forma acho graça quando lembro do seu jeito recatado de, por timidez, rejeitar meus abraços.
Agora eu chego em casa, vejo minha cama vazia e é impossível não fechar os olhos bem forte -não que esse força faça diferença, é meio psicológico- imaginando como seria deitar ao seu lado, beijar seus olhos e recolocar suas mechas atrás da orelha. Orelhas bonitas, diga-se de passagem. E com seu rosto junto ao meu acordar mais um dia, mais um dia, mais um dia.
Boa noite. Ou melhor, bom dia.
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