segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sabe que é nesse tipo de noite, nesse tipo de noite fria, calada, escura, enquanto eu, com minha dor no pescoço e com palavras me escapando a mente, velo teu sono, percebo que o meu gostar de você virou um certo amor-grande-demais. Pois eu me comovo com teu jeito de dormir, eu sonho com você mesmo dormindo ao seu lado e, veja lá, até começo a sorrir sozinha por te imaginar sorrindo. Eu perco o sono. Perco o cansaço. Até esqueço o frio que se manifesta sem pudor nas pontas dos meus dedos. Eu escrevo, descrevo você. Remonto você em palavras e as guardo. Eu escuto o som das motos, dos cachorros, dos poucos carros que fazem a trilha sonora da nossa noite fria. A melodia que me acolhe enquanto assisto teu rosto iluminado pela luz do notebook. Isso me dá a impressão de não precisar fechar os olhos pra sonhar, basta te ver. Bonsoir, amor.

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