Sinto muito sono. Não suporto o mesmo lugar por muito tempo. E vivo abandonando planos pela metade. Desisto, desisto da idéia de desistir, desisto de novo. Eu preciso de gente, e preciso poder fugir de todo mundo quando eu bem quiser. Isolar-me e reclamar da solidão absurda e cruel. Me apaixono e desapaixono o tempo inteiro. Amo exageradamente. Desaprendi a ser indiferente. Tenho aquela coisa de não saber decidir. Tanto faz onde estou indo, eu quero estar andando. Perco todas as coisas importantes, as coisas imperdíveis. Nunca esqueço das cenas, mas não sei se passaram de verdade. Esqueci de abandonar meus amigos imaginários. Esqueci de visitar os de carne e osso. Tenho os meus próprios pecados. Um medo gigantesco. E muita vontade de chorar. Eu não sou ruim. Sou medrosa. Eu não sou fria, sou medrosa. Não me levo a sério. Nem faço questão. Sou cheia de vontades que me arrastam. Quero tudo. Quero ser. Saber. Sentir. Sem muita paciência pra aprender aos pouquinhos. Erro muito. Cansei de errar e, ainda assim, erro. Gosto das pessoas. Das historias das pessoas. Do silêncio das pessoas. De abraço. Jogo tudo pro alto pra matar a insuportável saudade de um dia. Escrevo carta de papel. Odeio MSN. Sou impulsiva. Me seguro pra não falar demais. Ando pecando por falta. Sou possessiva, mas disfarço com gracinhas.
E ainda não aprendi a falar de mim.
E ainda não aprendi a falar de mim.
nada mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário