sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

se se morre de dor*

Jogar-me inteira no mar que gela. Depois, jogar a vida pela ponte da T-9. Bater na menina, eu. Abater sentimentos. Tentar tenta-la. Incomodar. Magoar aos socos e chutes corpo e coração do único sobrevivente de todos os dias. Tentar devorar cada comprimido da caixa lacrada. Acabar com tudo. Deixar por água ir abaixo. Dormir sono final. Acordar pra esquecer as últimas horas de um dia perfeito.
E vomitar, verde intenso, ouvindo histórias distantes de alguém que pensou suicidar meu corpo.
Só por diversão.

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