domingo, 3 de outubro de 2010

Sempre sinto medo da chuva. Gosto dela, mas sinto medo. Quando ela vem fazendo muito barulho, fecho os olhos com força, e me escondo. Desligo as luzes, os eletrodomésticos, mas não fecho a janela. Acho gostoso o cheiro que ela trás. O cheiro de lembrança, o cheiro de infância, o cheiro de grama, de verde, de vida. (Mas o barulho...) Trovoadas, relâmpagos, latidos. Madrugada. Semi-frio. Regados a bastante barulho e batimentos cardíados acelerados. (É o medo) Demasiado tarde, vejo tudo, ninguém me vê. A noite não passa, não passa, não passa.
meu telefone não tocou.

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