São lágrimas no fundo de um quarto escuro. Sem coberta. E gaitas. Passam pela cabeça todos os abraços. Também os amargos. Passam os sonhos. Todas as pessoas que insistem em me habitar. Passa tudo. Passa a dor nas costas. Passa tudo-. Fica nada. Fico ao descontrole. Lembro-me que tive alguns futuros promissores. E ainda existe uma vida por um fio entre os meus ouvidos. Depois de tudo e ninguém, estou eu, sem artilharia.
Envelheço;
O fim é como o começo: não fede nem cheira.
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