terça-feira, 21 de setembro de 2010

ora, pois.

Não quero dizer-lhes sobre meus infortúnios diários. A dor nas costas, o calor noturno, os quilos a mais. Isso é pequeno. Aliás, o fato não é ser pequeno. A questão o referencial ao qual resolvi comparar o infortúnio que tanto me incomoda e desejo expor-lhes. É a tal da saudade, amigos. Aquela dorzinha chata no fundo da alma, no fundo do ego, do desejo da carne, do desejo do coração. Aquele espinhozinho na ferida da gente, a ferida amor. É ferida que dói e não se sente. Mas saudade se sente. E muito. É sal em ferida aberta. Cisco nos olhos. Saudade é a maior percepção de que se ama, de fato. Não se sente saudade sem amor. Saudade mata a gente. Se se morre de amor... Esse, pois, é meu infortúnio maior. De segunda à quarta, de quinta a domingo. Continuo a descobrir que amo, mais, todos os dias. Pois se amor é diretamente proporcional à saudade que se sente e se pode sentir, acredito estar amando como nunca.

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