Fui ao encontro dela. Não por vontade unicamente minha: meus olhos precisavam vê-la. E eu, por pena dos pobres olhos meus, busquei uma forma de encontrá-la. Me rendi à graça do seu sorriso, à ternura de sua fala e aos insultos implicantes cujos quais me lança junto a um sorriso sapeca. À magia do teu encontro, da tua imagem estática me esperando no outro lado da rua, tudo enfim. Abandono o romantismo e a vontade de poetizar, digo puramente o que está na garganta, engasgado, sufocado, pronto pra sair: a tua presença ilumina minha vida. Não lhe trago mais que cartas e chocolates, mas o que quero lhe entregar é muito, muito mais que uma vida inteira. Um vida que está por um fio, talvez, ou não. Uma vida onde abunda a vontade de lutar e vencer. Uma vida a partilhar, a dividir. Uma cama, um lar, uma família a ser estruturada, compartilhada. É a vida que sonho e guardo. Tudo que cabe dentro em mim.
Vim ao encontro teu, mas o que eu deveras gostaria de deixar claro é que vim para não mais sentir meus pobres olhos implorarem, humilde e suplicadamente, a tua imagem observar.
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