Olhando as pontas dos seus fios de cabelo ela pensava: seria aquela tarde mais uma de tantas tardes quentes cheias de sentimentos frios? Ou quem sabe – quem sabe? – um dia de calor para sua alma. Era jovem demais pra se sentir tão velha e aqueles livros todos estavam empoeirados demais, poderia ter outra crise alérgica por conta deles. Mas não os iria mudar de lugar, não, hoje não. Não estava pronta para mudanças, embora tudo que a rodeava pedisse para mudar de lugar, por um frio fio de instante sequer.
Era eu. Era pálida. Era pálida de uma palidez bonita, pomposa. Palidez não só física, era uma palidez de alguma outra coisa que vinha de dentro, talvez sua energia, ou sua alma, ou, quem sabe, sua luminância - meio fosca, talvez-. Mas o que significaria essa tal palidez a qual todos apontavam? Certa vez, dissera que seria porque perdera a cor, aos poucos...
gostei muito!
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