É difícil dizer quem sou, meu senhor. Pois cada dia é um novo circo, uma nova peça a apresentar. Não reconheço tantas faces, de uma só vez. Às vezes com narizes vermelhos, máscaras ora sorridentes, ora sérias. Falsos sorrisos, lágrimas verdadeiras.
Mas vou indo, sabe. Continuo nessa caminhada para encontrar o porto. O seguro. Porto-seguro.
E é assim, uns dias de glória, outros de fracasso. Mas na simplicidade do meu sentir vou seguindo, acreditando. Acreditando, meu senhor, na possibilidade de ser livre. De ser aquilo que, sem culpa, eu sou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário