quarta-feira, 19 de maio de 2010
Feito palhaça.
E eu, feito palhaça, sorrio ao ver seu sorriso. Não sorrio uma gargalhada aberta, sorrio um sorriso fechado, não amarelo, mas fechado. Sorriso fechado que não deixa escapar a paixão que desce garganta abaixo e inunda o olhar, não os olhos, o olhar. O meu olhar no seu olhar. Porque quando o sol bate um pouco mais forte eu consigo me ver nos seus olhos, sabia disso? Claro que sabia.
E essa paixão inunda... Paixão? Será paixão? "A paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil) é uma emoção de ampliação quase patológica. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele." Ah, é sim. Retomando... A paixão inunda o olhar e transborda. Eu sei que transborda, porque você sorri aquele sorriso significando o quando me acha boba e, nessas horas, eu nem me importo de ser boba. Não me importo com sua risada, nem com outros olhares. Me importo com meu olhar no seu olhar. Meu olhar inundado, transbordado paixão, assim, da forma mais clichê, do meu olhar pro seu sorriso.
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