domingo, 23 de maio de 2010

Da confusão deliciosa.

Ela me rouba os pensamentos e os sentidos e as falas e os olhares e os sorrisos e as lágrimas e eu não posso explicar. Eu não posso explicar, porque não me foi explicado. Me foi roubado, mas eu deixei fácil também. Deixei fácil, porque no fundo, bem no fundo, eu sabia e queria. Queria ser roubada assim. Queria ser roubada, invadida, preenchida, e tão-amada-assim. Quem é que não quer? Quem é que não quer sentir o gosto fresco da manhã no hálito da pessoa amada dizendo bom dia ou, quem sabe, sentir o melhor sabor da vida ouvindo 'eu te amo'? E é assim, ela preenche minhas faces, minhas várias faces, com esse vazio de explicação. Porque se coubesse explicação, talvez não caberiam nossos sabores... Confuso não?

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